Luísa Marins, de 22 anos, votou pela primeira vez em 25 de outubro de 2026, durante o segundo turno das eleições, em Indaiatuba (SP). A jovem é tetraplégica desde os 17 anos, após um acidente.
Segundo a reportagem, Luísa não conseguiu participar do primeiro turno por causa das condições climáticas e das dificuldades de locomoção do veículo até a seção eleitoral. No segundo turno, ela foi à Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (Fiec).
A votação envolveu Luísa e sua mãe, Moira Cuchinaro, que a acompanhou na Fiec. A jovem usou uma cadeira de rodas motorizada para chegar ao local e votar.

O relato aborda as condições de acessibilidade encontradas na seção e o acompanhamento de saúde recebido por Luísa. Também registra a avaliação de Moira sobre políticas públicas e participação eleitoral de pessoas com deficiência.
Primeiro voto de Luísa Marins e acesso à seção eleitoral
Na Fiec, a estrutura do prédio facilitou o deslocamento de Luísa até a seção eleitoral, segundo o relato. As condições de acesso permitiram que ela chegasse ao espaço da votação.
A autonomia diante da urna também foi destacada: Luísa conseguiu acionar os botões do equipamento. O relato associa essa possibilidade à estrutura encontrada no local.
Com a urna eletrônica, a jovem tetraplégica vota pela primeira vez e exerce o direito ao voto com autonomia para acionar os comandos. A experiência foi registrada no segundo turno das eleições de 2026, em Indaiatuba.
Lesão, reabilitação e atendimento pelo SUS
O acidente que deixou Luísa tetraplégica ocorreu quando ela tinha 17 anos e provocou uma lesão na região cervical. De acordo com a mãe, Moira Cuchinaro, a condição resultou na perda de movimentos do pescoço para baixo.
Após receber alta hospitalar, Luísa passou por cinco meses de reabilitação no Instituto Lucy Montoro, em São Paulo. Atualmente, ela é acompanhada pela unidade do instituto em Campinas.
Moira Cuchinaro informou que o tratamento da filha e o fornecimento de sondas para os cuidados diários são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A mãe também ressaltou a relevância de políticas públicas de acessibilidade para a participação de pessoas com deficiência nas eleições.


