O projeto Travessia Segura 60+ avalia desafios enfrentados por pessoas idosas ao atravessar ruas em Indaiatuba, no interior de São Paulo. Uma simulação realizada em 7 de outubro de 2026 integrou as ações da iniciativa.
Lançado em setembro de 2026 com o tema “Cidades Inteligentes: A Tecnologia a Serviço da Mobilidade 60+”, o projeto combina sensibilização de gestores e análise da infraestrutura urbana. Segundo a Prefeitura de Indaiatuba, a proposta é subsidiar decisões sobre acessibilidade e segurança viária.
A iniciativa é conduzida pelas secretarias municipais de Ciência, Tecnologia e Inovação e de Mobilidade Urbana. O foco são as condições de circulação de pessoas com 60 anos ou mais no município paulista.
O contexto demográfico reforça a dimensão do tema: em 2022, Indaiatuba tinha 41.533 moradores com 60 anos ou mais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A avaliação municipal aborda os desafios da travessia e as condições de pontos prioritários da cidade.
Simulador demonstra desafios na travessia de pedestres
Sem o equipamento, a travessia observada levou 6 segundos; com o simulador de envelhecimento, o prefeito de Indaiatuba, Dr. Custódio Tavares, precisou de 16 segundos. A diferença corresponde a um aumento aproximado de 167% no tempo registrado durante a demonstração do Travessia Segura 60+.
O simulador reproduz condições associadas ao envelhecimento e a comorbidades, incluindo limitações de visão, audição, equilíbrio e mobilidade. A experiência buscou evidenciar como essas condições podem interferir no deslocamento de pessoas mais velhas em vias públicas.
A prefeitura ressalva que o registro é uma experiência individual feita com um simulador, não um estudo representativo da população idosa. Por isso, os tempos observados não correspondem a uma média para pessoas com 60 anos ou mais nem bastam, por si sós, para determinar a duração adequada dos semáforos.
Quatro pontos de Indaiatuba serão avaliados pela prefeitura
A avaliação técnica abrangerá travessias próximas ao Espaço Bem Viver, ao Hospital Dia, ao Parque Mall e à Coni (Comunidade Negra de Indaiatuba). A Secretaria de Mobilidade Urbana deverá examinar a sinalização, a infraestrutura e os recursos de acessibilidade nesses locais.
Nos pontos que têm semáforos, a análise também considerará o tempo disponível para a passagem de pedestres. A prefeitura ainda não informou quais intervenções serão realizadas nem quando poderão começar.
Segundo a administração municipal, os levantamentos poderão orientar adaptações futuras e a elaboração de indicadores sobre as condições de circulação. A ampliação da análise para outras áreas da cidade está prevista gradualmente, conforme os resultados das primeiras avaliações e intervenções.


